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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Matéria no blog da Companhia das Mães

Link para o blog da companhia das mães: http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/02/apoio-necessario-no-pos-parto/

8 de fevereiro de 2011

apoio necessário no pós-partohttp://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/02/apoio-necessario-no-pos-parto/

quando nasce um bebê, todas as atenções voltam-se para ele. e a mãe, como é que fica?
quem já passou pelo período pós-parto sabe que é uma fase cheia de dores e delícias… há o chamado ‘baby blues’, que é aquela tristezinha que a maioria das mães sentem em algum momento durante a quarentena. há um sentimento de solidão – por mais cercada de gente que a gente esteja – e de dúvidas: vou dar conta do recado? estou fazendo tudo certo?
muitas vezes, a gente só vai descobrir muito depois que tudo isso é super normal e que tantas outras mulheres passam pelo mesmo. a mãe também precisa de atenção na fase do pós-parto, de quem compartilhe suas angústias e alegrias, de se sentir compreendida e acolhida.

por isso, a psicóloga Cristina Toledano promove há algum tempo um grupo de apoio pós-parto para mulheres que acabam de vivenciar a chegada do seu bebê. A troca, neste momento intenso e cheio de novidades, além de rica é reconfortante; ajuda a apaziguar a solidão, as dúvidas, os medos e anseios tão comuns neste momento da vida. Mulheres, em rede, se fortalecem, com delicadeza e amor.
Os encontros são gratuitos e tem 2 horas de duração. Seu objetivo é formar uma rede de mulheres na mesma situação, que desejam trocar e aprofundar questões relativas ao pós parto com a coordenação da psicoterapeuta Cristina Toledano, formada pela PUC-SP e especialista no atendimento de mulheres no pós parto.
a novidade é que o grupo está de mudança. a partir de fevereiro, os encontros deixam de ocorrer no GAMA (grupo de apoio à maternidade ativa) e passam para o seguinte endereço:
Rua Grajaú, 599 Sumaré (próx. ao metrô Sumaré)
Todas as segundas-feiras das 14h às 16h
anote, vá lá e/ou recomende!
Cristina Toledano é psicóloga clínica formada pela PUC-SP e tem muito interesse no estudo e no trabalho com o puerpério. Atualmente coordena grupos formados por mulheres no pós parto e realiza atendimento clínico e  domiciliar com mulheres que estão precisando de apoio e que desejam aprofundar as questões presentes neste momento da vida.
cristoledano@hotmail.com
9966-2314 (cel.) 3865-7557 (consult.)

Filed under: dicas,mulheres,saúde — ciadasmaes @ 12:43

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Doula (acompanhante no parto)

Acompanho casais antes, durante e depois do parto dando apoio físico e emocional nestes momentos especiais da vida. Para conhecer melhor meu trabalho, entre em contato comigo por email: cristoledano@hotmail.com ou por telefone: 9966-2314

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Resumo sobre o que é sintoma para a Fenomenologia

O SINTOMA SOB O PONTO DE VISTA PSICOLÓGICO

Para a fenomenologia:
Sintoma: manifestação de sofrimento e dor. É um indício de restrição das possibilidades de ser.
A medida desta restrição e os sentidos do sintoma são fornecidos pelo próprio indivíduo, através de uma compreensão da totalidade de sua existência.
Este é o ponto de partida para a compreensão do lugar do sofrimento para o indivíduo.
A compreensão, o aproximar-se do lugar do paciente, permite ao terapeuta acompanhar o indivíduo na construção de novas possibilidades de ser.
São Paulo, 29 de Agosto de 2009
Trabalho de conclusão das reuniões clínicas da Psicoblue do primeiro semestre
Ao refletir sobre a postura do terapeuta no contexto clínico, me surgiu a cabeça uma pergunta anterior a esta: o que é psicoterapia? Aparentemente simples, e por mim tomada muitas vezes intuitivamente como já sabida, essa pergunta me apareceu muito mais complexa, a medida que meditava cada vez mais sobre ela. Parte da minha dificuldade acredito vem justamente de um desejo por encontrar uma resposta definitiva a respeito de algo que não se enquadra em uma definição única e definitiva. Ao relembrar meus atendimentos, tentei encontrar algum “pano de fundo” essencial, que unisse coerentemente as minhas ações e as respostas dos meus pacientes, mas o que insistia em aparecer para mim foram as diferenças que vivi em cada encontro com estas pessoas, minhas e deles, eles por um lado se aproximando da experiência terapêutica a seu modo, e eu do meu. Fico pensando se eu tivesse me portado de uma certa maneira com todos, talvez não tivesse conseguido escutar as particularidades das demandas desses pacientes, nem conseguido me aproximar do meu modo próprio de me colocar diante deles, nos meus processos de erros e acertos, para mim tão dramáticos e tão especiais ao mesmo tempo.

Mas ao mesmo tempo, reconheço que exerci, em maior ou menor medida (e isto é importante frisar) uma certa abertura para que encontro acontecesse, que neste sentido foram posturas minhas mais e menos disponíveis àquilo que chegava a mim do meu paciente, e também porque não encontrei e não encontro em mim um modelo ou uma forma exata de como deveriam ter sido estes encontros. Eles se deram, de alguma maneira. Isso me lembra o atendimento de uma paciente, e seu sentimento diante de mim (e que acredito se estende em maior ou menor medida a todos os pacientes, por causa do peso de meu “lugar de terapeuta”, daquele que “sabe”). Ela algumas vezes me disse que gostava de vir a terapia, porque ela se sentia a vontade de ser quem ela era, diferente de como se sentia fora da terapia, onde seu modo de ser era percebido por ela e pelos outros como sendo “chato”, “inadequado”, “errôneo”. Mas ao mesmo tempo, e a partir desta sua fala, percebi nela uma certa aflição com o que eu poderia pensar dela, se em algum momento eu lhe diria que encontrei algo inadequado nela, errôneo e que deflagaria sua “loucura”, sua impossibilidade de existir daquela forma, sua cegueira a respeito de seu modo de ser que somente eu poderia dizer, por ser “terapeuta”. Mas, ela também sabe que a partir do momento em que fizesse isto, que lhe dissesse que via algo nela que ela não via, que decifrei algo dela, algo estaria escapando, que eu não estaria realmente “dentro” de sua experiência para poder definir seus passos com uma conclusão, que eu estaria decretando um “fechamento” de algo que se dá, que é enquanto questão para ela.

Conversamos sobre esta questão que ela me trouxe veladamente, e pudemos ir descortinando seus medos, seus receios diante do mundo, sua angústia de não conseguir deixar de ser como ela é, mas ao mesmo tempo reconhecendo a dificuldade em comunicar-se com o mundo a partir desse jeito dela. Ela foi podendo ir descobrindo como, ao assumir a dificuldade (e não a partir de uma conclusão dada e definitiva ), que em primeiro lugar relacionar-se não é algo fácil e dado, exige um colocar-se, e como ela poderia ir se colocando de um modo em que sua comunicação pudesse ir se dando, a partir de suas possibilidades, e enxergando algumas mudanças. Ela viveu comigo este abrir-se dela para mim, que reverberou em seu modo de ser com os outros, ao perceber que ele era possível. Em última instância, que seu modo de ser era possível, não sem dificuldade, mas era possível. Penso agora um pouco sobre a minha postura de terapeuta. Eu me abrir a partir das minhas possibilidades, e ela a partir das suas gerou um “conforto” mútuo no nosso relacionar-se, que permitiu que ela se abrisse cada vez mais comigo, e eu com ela, para que tanto eu quanto ela pudéssemos nos colocar. Na verdade, estávamos vivendo “clinicamente”, aquilo que a afligia e era a sua questão, e com isso vivendo uma abertura mútua.

Talvez este seja um dos corolários da minha experiência terapêutica: Preservar este abrir-se para si mesmo, sem uma orientação a priori a respeito de como devo me colocar (porque deste paciente nada sei), buscando um espaço para a comunicação, a partir das possibilidades do paciente, reconhecendo as minhas dificuldades e do paciente nesse processo difícil que é relacionar-se. É um constante esclarecer o que me vem ao encontro, de mim, para mim e a ele, para que ele possa ir experimentando e sustentando esta abertura, comigo e com o mundo, e eu enquanto terapeuta dele e de outros que virão.

Obs: Este meu abrir-se para mim, certamente, e igualmente como foi vivido pela minha paciente, foi podendo se sustentar com a ajuda de meu supervisor e meu terapeuta, (com as minhas leituras!) e com o meu relacionamento com o mundo.

Endereço consultório

Clínica psicológica

Rua Aimberé, 1731
Sumarezinho (próximo ao metrô Vl. Madalena)

Telefones:
3865-7557 (recado na secretária eletrônica)
9966-2314 (celular)

Atendimento domiciliar

Realizo atendimentos psicológicos e de apoio emocional em domicílio também.

Na minha experiência no trabalho com mulheres no pós parto, o atendimento domiciliar é muitas vezes a única forma de levar adiante este apoio por conta da dificuldade de locomoção dos pais neste momento. Os encontros geralmente tem duração de uma a duas horas, e podem ser realizadas individualmente com a mãe ou pai, ou com ambos. A quantidade de encontros é estabelecida conforme a necessidade.

telefone para contato: (11) 9966-2314
ou por e-mail: cristoledano@hotmail.com

A hora do encontro é também despedida

A hora do encontro, é também despedida
Quando nasce um filho, a nossa vida muda. Para algumas drasticamente, para outras menos, mas ter um filho sempre implica alguma transformação. Ter um filho é a expressão mais contundente da novidade...
Aquilo que era, até então, precisa ceder lugar para o novo, e este movimento dificilmente é liso e tranquilo. Me vem à cabeça uma palavra que eu acho que descreve a intensidade e a extrema delicadeza deste momento: vive-se no pós-parto um luto. Sim, um luto. Luto por um modo da gente viver a vida que não encontra mais possibilidade de ser como era. Pode parecer esquisito e paradoxal falar em morte num momento em que o nascimento é o grande protagonista, mas é exatamente este paradoxo que está presente, e que se mostra, na calada da noite, no desconforto da dedicação ininterrupta com os cuidados com o bebê, nos desejos de reter (re-ter, ou ter novamente) a vida que era, tudo isso, muitas vezes vivido solitariamente no silêncio do nosso íntimo.
A expressão “baby blues” do inglês, que traduzo aqui como tristeza materna, é um sentimento que nasce deste drama que a mulher vive. Este sentimento é, muitas vezes, indesejado e mal compreendido. A recém-mãe se assusta ao se ver triste, e muitas vezes se culpa por sentir-se assim. Como posso estar triste num momento alegre como este?
Se olharmos com cuidado e carinho para o verdadeiro significado deste momento, e todas as implicações que ele tem concretamente nas nossas vidas, esta tristeza se mostra como sendo legítima e compreensível, pois o que está se dando, de fato na experiência desta mulher, é uma enorme mudança. Uma passagem que exige um deixar ir, quase sempre lento e sofrido, mas que aos poucos, se lhe é permitida sua expressão, o seu pranto, pode abrir-se para o novo, pois ao que foi, deu-se o seu devido lugar de valor. Vive-se um luto, e todo luto é despedida.
Choramos porque fomos felizes.
Assim, para receber bem, é preciso deixar ir... na alegria e perplexidade diante do nascimento, dois lados da mesma moeda, de uma mesma mulher, de uma nova mulher, que renasce inteira porque pode dizer adeus.
Como diz nosso querido Milton Nascimento: “A hora do encontro é também despedida. A plataforma da estação é a vida”.
Um beijo com carinho,
Cris Toledano